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A mente está sempre querendo alimentar-se para pensar. Ela procura alimento para sua própria identidade, para seu sentido de ser. É assim que o ego se cria e se recria continuamente.
 
O ego está sempre buscando. Buscando sem cessar isso ou aquilo para se sentir mais completo. Isso explica por que ele se preocupa compulsivamente com o futuro.
 
Ao viver através do ego, você faz do momento presente apenas um meio para atingir um fim. Você vive em função do futuro, mas, quando atinge seus objetivos, eles não o satisfazem – ou não o satisfazem por muito tempo.
 
O ego precisa estar em conflito com alguém ou com alguma coisa. Isso explica por que, apesar de você querer paz, alegria e amor, não consegue suportar a paz, a alegria e o amor por muito tempo. Você diz que quer ser feliz, mas está viciado em ser infeliz.
 
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A sua infelicidade não vem dos fatos da sua vida, mas do condicionamento da sua mente.
 
Você se sente culpado por algo que fez – ou deixou de fazer – no passado? Uma coisa é certa: você agiu de acordo com o nível de consciência ou inconsciência que tinha na época. Se você estivesse mais alerta, mais consciente, teria agido de outra forma.
 
A culpa é outra forma que o ego tem para criar uma identidade. Para o ego não importa que essa identidade seja negativa ou positiva. O que você fez ou deixou de fazer foi uma manifestação de inconsciência, que é natural da condição humana. Mas o ego personifica a situação e diz "Eu fiz tal coisa" e assim cria uma imagem de si mesmo como "ruim, falho e insuficiente ".
 
 
O tempo e o sofrimento são inseparáveis.
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Por que tantas pessoas escolhem o sofrimento?
A mente, condicionada como é pelo passado, sempre busca recriar o que conhece e com o que está familiarizada. Mesmo que seja doloroso, ao menos é familiar. A mente sempre se apega ao que é familiar. O desconhecido é perigoso porque ela não tem controle sobre ele. É por isso que a mente não gosta do momento presente e prefere ignorá-lo. A percepção do momento presente cria um espaço, não somente no fluxo da mente, mas também no contínuo do passado e futuro.
 
Ninguém escolhe o problema, a briga, o sofrimento. Ninguém escolhe a doença. Elas acontecem porque não existe presença suficiente para dissolver o passado, ou luz para dispersar a escuridão. Você não está aqui por inteiro. Você ainda não acordou. Nesse meio tempo, a mente condicionada está governando a sua vida.
 
Perdoe-se!
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As palavras de Cristo "Perdoai-os, Senhor, pois eles não sabem o que fazem" podem ser usadas em relação a você.
 
Disse o mestre budista, quando lhe pediram para explicar o sentido mais profundo do budismo: "Sem o ego, não há problema."
 
PERDÃO: "Antes de entrar no templo, perdoe." Jesus Cristo.
Quando se fala em perdoar, pensamos logo em perdoar alguém, mas o perdão também pode ser em relação a nós mesmo ou a uma situação do passado, presente ou futuro que a nossa mente se recusa a aceitar. Perdoar é abrir mão dos nossos ressentimentos e deixar que eles se desprendam de nós. Perdoar é não oferecer resistência a vida, é permitir que a vida aconteça através de você. No momento em que você perdoar, terá retomado o poder que estava na mente. O falso eu interior construído pela mente, o ego, não consegue sobreviver sem discórdias e conflitos. A mente não consegue perdoar. Só você consegue. Você se torna presente, penetra em seu corpo, sente a paz vibrante e a serenidade que emanam do Ser.
 
Para o amor florescer, a luz da nossa presença tem de ser forte o bastante, de modo a impedir que o pensador ou o sofrimento do corpo nos domine. Saber que cada um de nós é o Ser por baixo do pensador, a serenidade por baixo do barulho mental, o amor é a alegria por baixo da dor, significa liberdade, salvação e iluminação.
 
Pôr fim à identificação com o sofrimento do corpo é trazer a presença para o sofrimento e, assim, transformá-lo.
 
Pôr fim à identificação com o pensamento é ser o observador silencioso dos próprios pensamentos e atitudes, em especial dos padrões repetitivos gerados pela mente e dos papéis desempenhados pelo ego.
 
Se paramos de injetar "auto-suficiência" na mente, ela perde sua qualidade compulsiva, que é o impulso para julgar e, desse modo, criar uma resistência ao que é, dando origem a conflitos, tragédias e novos sofrimentos. Na verdade, no momento em que paramos de julgar, no instante em que aceitamos aquilo que é, ficamos livres da mente e abrimos espaço para o amor, para a alegria e para a paz.
 
 
O amor é um estado de Ser. Não está do lado de fora, está bem lá dentro de nós. Não temos como perdê-lo e ele não consegue nos deixar. Não depende de um outro corpo, de nenhuma forma externa. 
 
Perdão por….
Por todas as coisas que eu mesmo me feri ou magoei, me prejudiquei, consciente ou inconscientemente, sabendo ou não que estava fazendo eu me perdoo. Eu me aceito do modo como eu sou.
 
Por todas as pessoas que nesse mundo me magoaram, me ofenderam, me prejudicaram consciente ou inconscientemente, direta ou indiretamente, eu perdoo cada uma delas. Eu me desconecto delas nesse momento, as perdôo e me perdoo. Eu me aceito do modo como sou.
 
Para todas as pessoas do mundo que eu prejudiquei, magoei, ofendi, por pensamentos ou palavras, gestos ou emoções, consciente ou inconscientemente, eu peço perdão ao universo. Eu peço perdão a cada uma dessas pessoas. Eu me desconecto delas. Eu me aceito do jeito que eu sou.
 
Referência Bibliográfica
TOLLE, Eckhart. O poder do agora. Um guia para a iluminação Espiritural.
TOLLE, Eckhart. Praticando o poder do agora. Ensinamentos essenciais, meditações e exercícios de O Poder do Agora.
CHOPRA, Deepak. Reinventando o Corpo, Reanimando a Alma.
OSHO, Aprendendo a silenciar a mente.
MARQUES, José Roberto. Leader Coach. Coaching como Filosofia de Liderança.